Ontem me assustei ao ler um artigo publicado pelo Reuters. Se trata de um vídeo feito por pessoas ligadas à Jocum (Jovens Com Uma Missão) que relata a prática bárbara de alguns indíginos da região amazónica de interrarem vivas crianças não-desejadas. A tese do artigo (em inglês) é que quem fez o vídeo (que tem como título Hakani) está incentivando o preconceito contra os índios.
Em outras palavras, existem dois grupos de pessoas: os índios que estão enterrando vivos os seus filhos (e o artigo nunca nega esse fato) e os missionários que estão tentando acabar com a prática. E os vilões da história são os missionários!
Os missionários que estão querendo que a gente pense mal dos coitados dos índios. Os missionários que querem acabar com a cultura deles. Os missionários que não entendem os motivos dos inocentes moradores das florestas.
Basta!
Ninguem quer defender os direitos daquelas crianças que serão enterradas vivas? O que é que as autoridades tem a dizer sobre elas? A Fiona Watson, membro de um grupo chamado Survival, tem a seguinte reclamação contra o filme dos missionários:
The infanticide is not being explained; it’s being taken out of context.
Traduzido:
O infanticídio não está sendo explicado. Está sendo levado fora do contexto.
Me diga uma coisa: qual é o contexto onde enterrar crianças vivas seria justificado? Qual é o problema em querer por um fim a essa prática horrosa?
Mais uma vez quero citar aqui Provérbios 24:11-12
Livra os que estão sendo levados ã morte, detém os que vão tropeçando para a matança. Se disseres: Eis que não o sabemos; porventura aquele que pesa os corações não o percebe? e aquele que guarda a tua vida não o sabe? e não retribuirá a cada um conforme a sua obra?
Os oficiais da FUNAI, IBAMA, e outras organizações e ONGs–que têm maiores recursos para ajudar a acabar com essa barbaridade–terão muito que responder pela suas ações indescupáveis.
O vídeo Hakani pode ser visto no YouTube aqui. Aviso: o assunto deste vídeo talvez não seja apropriado para crianças!
Concordo, pastor André.
O homem precisa entender que os princípios bíblicos estão acima de qualquer cultura.
Não se pode dar fim a uma vida de quem seja, por fundamentos na sociedade cultural em que os índios vivem.