A não ser que eu esteja convencido pelas Escrituras e simples razão e não por Papas e conçilios que tantas vezes se contradiziam, minha consciência esta cativa à Palavra de Deus. Contrariar a consciência não é nem correto, nem seguro. Não posso, nem irei me retratar. Aqui eu fico. Não posso fazer outra coisa. Que Deus me ajude!
Com essas palavras, o grande reformador Martinho Lutero afirmou a autoridade da Bíblia–corretamente interpretada–sobre qualquer homem, organização, ou tradição. A sua declaração for anatema aos ovidos dos seus examinadores, pois eles imaginavam que a autoridade eclesiástica e as tradições da igreja tivessem o mesmo peso autoritário que a Palavra de Deus. E durante séculos eles usavam esses dois “parceiros iguais” para anular as passagens bíblicas inconvenientes.
“Adoração aos santos? Sabemos que tecnicamente está contrário aos ensinos da Bíblia, mas a igreja e a tradição ensinam, então está tudo bem.”
“Indulgências? Completamente anti-bíblico, mas temos o aval do Papa, então tragam as moedas!”
E a Bíblia–parceiro da minoria–ficou sendo desconhecido e esquecido.
Até que Lutero chegou com seus 95 teses e estragou tudo. Ele afirmou–e tem sido uma pedra fundamental dos protestantes desde então–que a Palavra de Deus é superior a qualquer outra autoridade neste mundo. “Antes seja verdadeiro, e todo homem mentiroso!”
O mundo evangelico brasileiro precisa estar constantemente batendo nessa tecla, por pelo menos dois motivos.
Primeiro, a Igreja Católica ainda exerce muita influência, e as pessoas ao nosso redor precisam ver claramente a diferença. Precisam saber que, enquanto eles são regidos por um sistema subjetivo baseado em tradições e autoridade dos homens, nós somos regidos pela Palavra imutável do Senhor.
Segundo, existem muitas tendências romanas em nossas próprias igrejas. É muito fácil um homem se levantar em autoridade numa igreja–tomando o lugar da Palavra. Alguns até se auto-nomeiam “bispo” ou “apóstolo” para melhor impressionar o povo com a sua posição exaltada. E, até mais comum nos meios “conservadores”, a ata da igreja chega a ter mais autoridade e importância do que as próprias escrituras.
Irmãos, no espírito da Sola Escritura, vamos afirmar a superioridade da Bíblia sobre quaisquer outras autoridades!
