Ontem falamos da superioridade das Sagradas Escrituras–corretamente interpretadas–sobre quaisquer outras autoridades. Hoje iremos tratar de sua suficiência. E se tiver uma área mais ignorada pelo protestantismo brasileiro–e, como resultado, uma área que mais tem estragado a obra de Deus aqui–é essa.
O Brasil está cheio de “profetas” e “apóstolos” que administram a “palavra que Deus lhes deu” como farmácia administra remédio. Só que o remédio da farmácia cura (de forma geral), enquanto essas “revelações” matam.
Neste blog temos tratado das loucuras que resultam quando as pessoas chegam com “uma palavra do Senhor”. A arrogância dessas pessoas não tem limites. Ao compartilharem as mensagens especiais que ouviram, estão dizendo–em efeito–”você deve me ouvir porque sou espiritual ao ponto de Deus entregar especificamente a mim o que Ele quer que você faça.”
E, um povo mau e adúltera, com preguiça de fazer o trabalho de buscar às escrituras, vai acreditando e se aprofundando cada vez mais no lamaçal que é a renovação carismática. Ignoram o simples fato de que as Escrituras são suficientes para todos os aspectos da nossa fé.
E nós (me dirijo agora aos meus companheiros “conservadores”) nos preocupamos tanto com coisas extra-bíblicas (tipo: estilos de música, instrumentos, e aparências) que não oferecemos uma alternativa solidamente bíblica a essas loucuras.
Irmãos, está na hora de seguirmos o exemplo dado a nós pelos bereanos, e buscar–com muita dedicação e determinação–as escrituras. Os muçulmanos costumam chamar os cristãos de “o povo do livro”. Que a acusação torne a ser verdadeira quando se fala dos Evangélicos brasileiros.