Depois dos dois artigos sobre a superioridade e suficiência das escrituras, resta uma pergunta: porquê?
Porquê os líderes da igreja, tendo em mãos a revelação das escrituras (privilégio tido por nenhum outro grupo na história do mundo) caiem na tentação de recorrer a outras autoridades, e de buscar revelações especiais.
Creio eu que a resposta é o mesmo motivo que os fariseus colocaram as leis humanas a cima da lei de Deus. O motivo dos modernos profetas protestantes também é o mesmo dos cléricos que Lutero enfrentou na reforma.
O motivo se resume em uma palavra: controle.
Funciona assim: Se eu posso convencer o povo de que eu–ou a minha organização–possui um “link” direto com Deus, dificilmente irão desobedecer uma ordem minha. Isso é muito mais fácil do que tentar transformar vidas pela pregação fiel das escrituras, confiando no poder do Espirito Santo. E evita qualquer necessidade de transparência, pois quem ousa criticar o Homem de Deus?
E é até mais fácil para o povo ser liderado assim do que ter que fazer o trabalho duro de estar constantemente buscando as escrituras.
Resultado: o protestantismo brasileiro sendo levado por cada vento de doutrina (ref). Profetas que pregam outro evangelho–longe de serem chamados “anatema”, são louvados como exemplos de pastores. E quando um desses chegar numa determinada cidade para fazer uma campanha, os auditórios de igrejas conservadoras se esvaziam enquanto seus membros vão para ouvir ao profeta.
Basta! A Bíblia é nossa única regra de fé e prática! Vamos tirar o controle desses tiranos e colocar onde deve estar mesmo, hoje e para sempre: na Palavra imutável do nosso Deus.
