Caderno Teológico

Blog do Missionário Andrew Comings

Justiça para Sean e David Goldman

Assista este vídeo, legendado em português:

Agora, talvez você pergunte, porquê esse vídeo num blog sobre teologia.  O que tem a ver?

A resposta é, tudo.

Primeiro, estamos vendo uma ilustração da depravação total do homem.  Vejm a frieza em que a mãe, por quaisquer motivos, tira o filho de seu próprio pai, e usa como isca para ter poder sobre o marido.  E vejam tambem a maldade do “padrasto”, o advogado João Paulo Lins e Silva, negando que o pai visite o filho dele, e manipulando o sistema de justíça.  Que ser humano é capaz de ignorar de uma forma tão fria as implorações desesperadas de um pai separado de seu filho?

Viu o Senhor que era grande a maldade do homem na terra, e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era má continuamente. Gen. 6:5

Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o poderá conhecer?Jer. 17:9

Em alguns blogs que falam do assunto, principalmente os nos EUA, tenho notado uma tendência de concluir que o que aconteceu foi porquê “são brasileiros”.  Errado.  Aconteceu porquê são pecadores.  Não vamos culpar uma cultura inteira por causa dos crimes de alguns.  Esses indivíduos são responsáveis diante de Deus pelas suas ações, fato que devia causa-los a perder bastante sono.

A Bíblia deixa bem clara o que Deus pensa desta situação:

O que justifica o ímpio, e o que condena o justo, são abomináveis ao Senhor, tanto um como o outro. Prov. 17:15

E outra vez…

Disse Jesus a seus discípulos: É impossível que não venham tropeços, mas ai daquele por quem vierem! Melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma pedra de moinho e fosse lançado ao mar, do que fazer tropeçar um destes pequeninos. Lucas 17:1-2

Agora, quando tenho falado desta situação para os brasileiros ao meu redor, eles ficam chocados, e querem saber porquê ainda não soberam deste caso.  A resposta é porque os jornais estão sendo ameaçados, e em vez de ter a coragem de falar a verdade, estão se calando.  Durante quatro anos a mídia brasileira vergonhosamente deixou de cumprir o seu papel para com a sociedade, e assim com o seu silêncio contribuiram ao sofrimento de David e Sean Goldman.

A palavra de Deus tem algo a dizer sobre isto tambem:

Se enfraqueces no dia da angústia, a tua força é pequena.  Livra os que estão sendo levados ã morte, detém os que vão tropeçando para a matança.  Se disseres: Eis que não o sabemos; porventura aquele que pesa os corações não o percebe? e aquele que guarda a tua vida não o sabe? e não retribuirá a cada um conforme a sua obra?  Prov. 24:10-12

David e Sean Goldsmith não estão sendo “levados à morte” (mesmo que parece que o pai tem recebido ameaças de morte), mas estão sendo injustiçados, e aqueles que têm o poder de falar ficam calados.

Deus é santo, justo, e soberano.  Ele não deixará esta injustíça impune.  Cabe a nós, os filhos de Deus, reajir conforme a Palavra de Deus nos fala.

Orar

Vamos orar pela conversão das pessoas involvidas, inclusive do “padrasto”.  Se o Espírito Santo começar a verdadeiramente operar na sua vida, ele fará a coisa certa, que é devolver o filho para o pai e fazer restituição pelos gastos financieros e emocionais durante os últimos quatro anos.

De qualquer forma, devemos orar pela restauração deste menino ao pai que tanto o ama.

Involver-se

Você pode deixar um recado de encorajamento no site da família, assim mostrando que existem brasileiros em solideriedade com eles.  Se você tiver um blog, você pode ajudar a fazer o que a imprensa brasileira não faz, isto é, informar o público desta injusiça.  E pode ser que tem alguem lendo esta reportágem que tenha connexões no sistema de justiça, que pode ser uma ajuda tangível neste caso.  Seja corajoso!  Não ignora a sua responsabilidade como filho do Deus altíssimo.

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3 Comentários»

[…] Durante quatro anos a mídia brasileira vergonhosamente deixou de cumprir o seu papel para com a sociedade, e assim com o seu silêncio contribuiram ao sofrimento de David e Sean Goldman . A palavra de Deus tem algo a dizer sobre isto …Continue […]

  Mais Sobre Sean Goldman « Caderno Teológico wrote @

[…] Atuais, Teologia Roberta Palermo, uma terapeuta familiar brasileira, escreveu um ensaio sobre o caso Sean Goldman.  Quero chamar a sua atenção à alguns pontos excelentes que ela faz. Ele [David Goldman] é o […]

  Roberta Palermo wrote @

SEXTA-FEIRA, 12 DE JUNHO DE 2009
Apoiar o filho nas atitudes ilegais?
Vamos falar sobre moral, sobre valores e ética? O caso sobre a guarda de menino Sean Goldman não me faz pensar em outra coisa. Até onde devemos ir para apoiar uma filha infeliz no casamento que sai do país levando o filho como se ele fosse só dela? E um filho que dirige embriagado, atropela e mata um ser humano no caminho? Eu sou mãe. Então, para resolver um problema que não causei, eu contrato um advogado renomado para resolver o erro do meu filho ou devo fazê-lo assumir o erro cometido? Onde está o limite entre amar e compactuar com um crime? O que mais me impressiona, é a legião de “sem leis” que acompanham o ideal de uma mãe, de um pai que acha que proteger o filho do que ele fez de errado é cuidar, é amar.

Já assisti na tv uma mãe bem pobre que entregou para a polícia o filho usuário de drogas, pois não aguentava mais vê-lo se “desfazer”, não suportava saber dos roubos que ele fazia na região de sua casa e também cansou de vê-lo levar para vender tudo o que ela tinha em casa para trocar pelas drogas. Isso mostra que devemos ter um limite até onde podemos assumir os erros dos outros. Não podemos compactuar com o que é ilegal, mesmo que o nosso filho, quem tanto amamos, seja o infrator.

Eu ia ter vergonha se o meu filho causasse mal à alguém. Eu ficaria arrasada e seria incapaz de apoiá-lo de maneira ilegal. O Pedro tem 7 anos e vivo hoje para ensiná-lo que nunca devemos pegar o que não é nosso, não devemos mentir para não perder a credibilidade e explico que não passamos no farol vermelho porque podemos nos machucar ou machucar outra pessoa e não por causa da multa. Ele também sabe que não sou perfeita. Ele viu o meu boletim escolar de quando eu repeti de ano e descobriu que as pessoas que amamos também nos frustram, fazem coisas erradas. Com o meu boletim nas mãos ele falou que ia se esforçar muito para ir bem na escola e disse que eu não consegui porque a material era difícil.

Na hora eu disse que não era isso. Exliquei que tudo aconteceu em uma fase que eu não me esforcei, não se dediquei como deveria. E a vovó não desistiu da mamãe, nem resolveu o problema de maneira ilegal. Não pagou para eu passar de ano, nem deixou que eu corresse para o lado mais fácil que poderia ser parar de estudar ou fazer supletivo. Ela falou que eu ia conseguir vencer fazendo o certo. E foi assim que eu terminei o ensino médio e a faculdade.

Os pais não contam para os filhos o que fazem ou fizeram de errado. Querem mostrar que ali existe um modelo perfeito e não percebem que isso sim é frustrante, afinal a criança tem medo, a criança erra e se sente sozinha diante daquele ser tão perfeito. Temos que dizer para os nossos filhos que também temos medo. Pode não ser mais o medo de escuro, pois esse eu já venci, mas eu tenho medo de deixar o vidro do carro aberto e vir um ladrão me assaltar. Eu falo para o Pedro que temos que ter medo do que é real, pois o medo nos protege. Eu não deixo o vidro aberto por medo, portanto a chance de eu ser assaltada até pode diminuir.

Faça o que eu digo, não faça o que eu faço. Esse é o hábito atual de educação. Os pais precisam entender que o modelo é o que vale e não as palavras. Se não queremos que os filhos contem mentiras, não podemos dizer para que eles falem que “não estamos” quando toca o telefone. É no dia a dia, nas pequena atitudes que educamos. Aquela moedinha de 10 centavos no chão da livraria não é nossa. Vamos levar até o caixa e dizer que alguém perdeu. Fiz isso e a moça do caixa falou que o meu filho poderia ficar com ela. E eu expliquei que não, pois o dono poderia voltar para buscar. E o Pedro tinha 4 anos. Eu também não levei para casa a pazinha amarela que encontramos na praia às 7 horas da manhã.

É dessa maneira que educamos e criamos um filho para ser honesto na vida adulta, para não querer ter vantagem sobre as outras pessoas, para saber assumir uma atitude errada. Estou plantando desde já para que no futuro eu não tenha que passar a vergonha desses pais que aparecem na tv, “justificando o injustificável”. Tentando de qualquer maneira encontrar brechas na lei para apoiar um erro.
Eu amo o meu filho de verdade e com a verdade.


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